terça-feira, 15 de setembro de 2009

Opel em Itajubá ...


Foto inédita na internet.

Era pra ser uma incógnita, mas está estampado no radiador: Opel!

O ano do carro deve ser por volta de 1910... Um pouco mais, um pouco menos.

A ocasião da foto é a inauguração de um matadouro frigorífico em Itajubá, sul de Minas, aqui do lado.
 
É incrível imaginar a história que teve esse carro pra chegar até a data da foto. Deve ter custado tranquilamente o valor de uma fazenda, e alguns anos depois não valia mais nada? Quando foi que ele desapareceu? Ficou esquecido sob alguma árvore, cedeu suas rodas para charretes?

Aumente, analise e comente a foto, vale a pena.
 

5 comentários:

  1. Sensacional! Me parece um modelo anterior a 1909, já que a Opel passou a investir no Doktorwagen a partir desse ano e deixou de focar nos modelos de luxo como o da foto.

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  2. Quem seriam os ilustres na foto? Principalmente o da barbona branca! Valeu uma pesquisada, hein Gui?
    Abrax

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    1. Me lembro sempre do meu pai comentar que o bisavô dele foi a uma festa em Itajubá com o primeiro carro que apareceu na cidade. Eram Rennó de Brasópolis, será que essa foto é dele? Vcs conseguiram ela de onde?

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  3. Bela foto! E é realmente interessante imaginar o que aconteceu com este Opel. Na verdade, não só com ele, mas com todos os carros daquela época.

    Uma vez, já deve ter uns 10 anos, fui a um churrasco em um sítio no caminho de Maricá-RJ, e só depois de algumas horas no local eu fui perceber em um canto duas carcaças de carros, provavelmente dos anos 20, escondidas em meio a vegetação. Em um deles havia crescido uma árvore onde antes havia o motor. Não tinha nada além do chassi e poucas partes da carroceria (pára-lamas, portas...). O outro eu nem consegui ver se tinha motor, volante ou outra coisa, porque estava coberto daquele tipo de vegetação (que me fugiu o nome agora) que costuma cobrir muros e paredes. De quebra, ainda tinha uma calota de Dodge Dart jogada, que eu me arrependo até hoje de não ter pedido pra levar comigo. Se fosse hoje, eu teria levado a calota e devastado o mato das carcaças pra ver melhor, hehehe...

    Segundo a dona do sítio, os carros haviam sido do avô dela. Infelizmente não era ainda a época das câmeras digitais, então não tirei fotos. Mas não me esqueço...

    Quantos exemplos assim devem existir?

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  4. Há 6 ou 7 anos atrás, viajando pela minha amada Minas Gearais, fui convidado a visitar uma determinada fazenda que existe desde o século XVIII e era, até então, ocupada pela mesma família, na época em sua 9ª geração. Os utensílios e objetos se acumulara ao longo dos séculos; ora se via uma cadeira de dentista de 1900, ora livros de 1800, camas sei lá de quando. Dom Pedro II pernoitou ali uma ocasião, a caminho do Caraça conforme registrado em seu diário. Preferiu ficar do lado de fora à sombra de uma figueira que está lá até hoje, nas marges da Estrada Imperial.
    A família estava em evidentes dificuldades financeiras, aquele fausto ancestral contrastava com o minguado angu e frango guizado do almoço. Saciados da fome fui passear pelos armazéns onde antes se guardavam homens e abrindo uma porta vi dois automóveis que, tenho certeza, são muito interessantes. Tenho que achar as fotos, mas de memória um era um Opel, dois lugares, conversível, dos anos 30. O Outro devia ser um americano dos 40, tenho que achar as fotos. Foram abandonados ali pelo filho de minha anfitriã que andou com eles pelos pastos e várzeas enlameados da fazenda até fundir o motor de ambos, que foram então esquecidos ali, como todo o resto que estava lá dentro daquele museu vivo.
    Vou achar as fotos, Luís e Guilherme certamente terão muito o que falar sobre estes dois carros.
    Mas, respondendo ao Guilherme, existiram milhares de casos como este. A Rural do meu avô apodreceu em baixo de uma mangueira, com 4 anos de pouco uso, por que ligaram o motor sem óleo e alguém achou melhor comprar um Brasília. Pelo menos dirigi naquele volante até os 10 ou 11 anos e hoje não tenho nem coragem de olhar para uma Rual em um encontro de antigos. Me faz sentir culpa.

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