quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Garage Vintage 1927 ...


A "Sport Garage", de Affonso Perotti, oferecia "oleo e gasolina", mais "concerto de pneumaticos e camaras de ar" aos automobilistas de Curitiba -PR em 1927.

A oficina era bem prestigiada e reuniu uma bela coletânea de vintages para a foto: da esquerda para a direita: dois Studebaker Duplex Phaeton, um sem parachoque e outro com, provavelmente 1925 ou 26; Buick Phaeton 1925-27; um Fiat 501 1925-26 com um parachoque que julgo ser adaptação.

Mais à direita na foto, um carro grande, carroceria de linhas retas e imponentes, modelo "Town-Car". Na minha opinião, é um distinto Fiat, ou para abrir mais o leque de investigação, pode-se considerar os Isotta-Fraschini. Imagem preciosa.

Foto enviada pelo Rafael Kazubek Junior.
guilhermedicin@hotmail.com   

6 comentários:

  1. Muito bacana, cada carro parece ser de uma marca diferente. Também acho provável que o town car seja um Isotta-Fraschini.

    Outro detalhe interessante dessa foto é o número de telefone com apenas três dígitos. Imagine como devia ser a empresa prestadora desse serviço na época, com mocinhas de fones na cabeça encaixando e desencaixando pinos alucinadamente.

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  2. Beleza de registro! Vc está com olhos de lince para reconhecer o Buick, hein?

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  3. vejam só o Fiat:http://hprints.com/Fiat_1925_Cabriolet_Laborey_Factory-5158.html
    Abraços
    Zeca GAyotto

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  4. Bela foto, raro registro. Maravilhoso o segundo Studebaker. Imponente!

    Martim Kim

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  5. Excelentes fotos! Você faz um ótimo trabalho, continue assim, revivendo em nossa memória esses carros tão maravilhosos.
    Abraços,
    Camila.

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  6. Caro Guilherme,
    O "Town Car" é na verdade um raríssimo Super Fiat, com motor 12 cilindros em 60º de 6805 cm³, com 4 válvulas por cilindro, produzido de 1921 à 1923 em pequeníssima série. Apenas 6 foram produzidos. Este carro foi trazido da Itália por meu bisavô, João Bettega em 1924, como bagagem em um navio de passageiros, na volta para o Brasil de uma viagem de férias. Segundo contava meu avô Eurico Bettega, o carro havia sido encomendado por um Marajá Indiano, que acabou desistindo de comprar o carro, que permaneceu 0 km em uma concessionária Fiat por um ano. Meu bisavô viu o carro, o comprou, usou na Itália e trouxe para o Brasil, usando-o em Curitiba até 1929. A manutenção dos carros dos Bettega era feita na oficina do Perotti. Meu avô, então bem jovem, dirigiu o carro muitas vezes e contava que era um bocado difícil, pois a direção era extremamente pesada e carro era enorme, o que dificultava as manobras. Não sabemos o destino deste carro. Mas sei que existe um modelo restaurado na Itália, talvez o único sobrevivente, que foi resgatado na Colômbia, segundo o que me contou nosso amigo e grande antigomobilista Claudio Romi.
    Abraços,
    Luiz Bettega

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