quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ford GT40 ...13


Essa foto foi restaurada pelo nosso fotógrafo oficial, Paulo Sallorenzo.(http://www.sallorenzo.com.br/)
Aqui, a última parte da história do "III Mil Quilômetros Da Guanabara".
A história do GT40 nessa corrida, nós já vimos em Ford GT40...11 e também já comentada pelo Sidney.

Agora, nós vemos fotos do Lorena, irmão de Equipe do nosso GT40.
O Sidney fará seus comentários a respeito do Lorena nessa corrida.


Chico Landi ao fundo.




A mesma foto, porém sem os nomes.









Pátio.












































As inovadoras mangueiras de abastecimento.






















































































Vitória do Lorena.














































































Legal demais, né?





















3 comentários:

  1. CAPÍTULO A VITÓRIA DO LORENA NOS 1000 KM da GUANABARA 1969

    Guilherme

    Hoje estou em estado de graça, deixa eu dividir com você essa alegria.

    Lembra-se que no início, no primeiro capítulo, havia escrito isso: “te prometo que amanhã, aliás, hoje à tarde, virei aqui contar cronologicamente acompanhando as fotos, a história deste GT 40 enquanto esteve com nossa equipe de 1969 a 1971.

    Como te disse e depois falarei aqui, não consegui acompanhá-lo depois que vendemos porque fui operado e fiquei num hospital. Possuo apenas os resultados que peguei com o Ricardo Cunha, porém tenho muita esperança que, por esse blog ser interativo, nós possamos receber contribuições das pessoas que correram com ele após ser nosso e, quem sabe, poderemos ter a história completa dele no Brasil”.

    Pois bem, Guilherme, havia perdido o telefone de Darci Medeiros, mecânico de Emerson e Wilson Fittipaldi.

    No blog do Mestre Joca saiu uma matéria sobre o Fitti-Alfa, fiz um comentário lá e Joaquim Lopes me passou o telefone do Darci.

    Liguei pra ele, ele me passou algumas informações e me disse que o piloto Artur Bragantini poderia me passar muito mais.

    Darci me passou o telefone do Artur, liguei pra ele, não o conhecia pessoalmente, e o adorei, pois Artur é uma pessoa doce, educadíssima e passou-me todas as informações que estava há anos procurando, sobretudo ultimamente, pois o escritor Ronnie Spain estava em contato comigo querendo saber a mesma coisa e não podia responder suas indagações pelos motivos já explicados, portanto, após esse contato com Artur Bragantini, no capítulo final poderemos deixar aqui toda história do GT 40 chassis 1083 enquanto esteve no Brasil.

    Continuando sobre essa corrida, o Lorena havia largado na quinta posição. Antes de fazer os comentários pessoais vividos por mim do box, vou “colar” da revista Auto Esporte número 63, janeiro de 1970, e Quatro Rodas, número 114, janeiro de 1970, que me foi enviada escaneada por Ricardo Cunha, pois como disse em outro capítulo minha memória não é de computador, portanto não poderia relatar a maioria das posições de largada e suas colocações durante esses 1000 km.

    “Tempos de Classificação:

    1 – José Carlos Pace/Marivaldo Fernandes, Alfa P-33, #33, 1m 30.2s

    2 – Sidney Cardoso/Carlos Alberto Scorzelli, Ford GT 40, #20, 1m 31.0s (esse não valeu pra largada, pois como foi dito em capítulo anterior, foi feito após terminar o horário oficial).

    2 – Wilson Fittipaldi/ Emerson Fittipaldi, Fitti-Fusca 2 motores,#7, 1m 36. 3s

    3 – Fritz Jordan/Alfredo Giorgio, AC 1600, #141, 1m 38.4s

    4 – Marcelo de Paoli/ Márcio de Paoli, Lola T 70, #2, 1m 40. 0s

    5 – Heitor Peixoto de Castro/José Maria Ferreira, Lorena Porsche, #22, 1m 41 1s

    6 – Eduardo Celidônio/Carlos Sgarbi, SNOB’S II, #15, 1m 41. 8s

    7 – Pedro Victor de Lamare/Olavo Pires, AC 1800, #69, 1m 42.2s

    8 – Piero Gancia/José Ramos, Alfa GTA 1600, #23,1m 42.2s

    9 – Emílio Zambello/Alcides Diniz, Alfa GTA 2000, #25, 1m 42. 6s

    10- Francisco Munhoz/Lian Duarte, Puma 1600, #18, 1m 43. 3s

    Da décima volta até a décima segunda: P-33, GT 40, Lola T 70, AC#141, Lorena.

    12 volta, após parada GT 40, P-33, Lola, AC#141, Lorena,

    Corrida com 200 km: P-33, 60 voltas, Lorena, 57 voltas, AC#69, 57 voltas.

    Corrida com 300 km: P-33, 5 voltas a frente da Lola que tinha nesse momento 85 voltas e com motor soando muito mal. GTA #23 em terceiro com o mesmo número de voltas da Lola, Lorena Porsche em quarto com 84 voltas, Alfa GTA#227 de Olivetti e Kreischer em quinto com 83 voltas.


    400 km (120 voltas): P-33 liderando fácil, Alfa#23 em segundo com 113 voltas, Lorena em terceiro com 112 voltas, Lola em quarto idem com 112 voltas.


    Na volta 133, deu-se o lamentável acidente que alijou da prova a Alfa P-33 que, no momento, era pilotada por José Carlos Pace.
    Ao tentar ultrapassar o Puma #36, no trecho situado atrás dos boxes, este, ao se desviar para fora da pista, bateu na Alfa de Pace que rodou e saiu da pista, felizmente sem danos físicos ao piloto, mas com o carro definitivamente fora da prova.


    500 km: GTA#23, Lorena em segundo uma volta atrás, em terceiro “Pato Feio” #10, de José Moraes Neto e Luiz C. Correia com 140 voltas.


    620 km (185 voltas): Lorena primeiro, GTA#23 ambos com mesmo número de voltas, terceiro “Pato Feio”#10, com 13 voltas a menos.


    700 km (210 voltas completas): Lorena Porsche (210 voltas), Alfa GTA #23 (208) voltas, Volks #111 Maurício Chulam e Ronaldo Rossi (194 voltas).


    800 km: Lorena (240 voltas), Alfa GTA #23 (239 voltas), Puma #38 Marcelo Campos/Martius Jarjour era o terceiro (224 voltas), pois o VW#111 parou na volta 221 para não voltar mais à pista.


    Com 270 voltas o Lorena liderava com 3 voltas de vantagem sobre a Alfa #23, em terceiro o Puma #38 em quarto o Snob’s #15.


    Ao se completarem as 298 voltas, o Lorena cruzou com 4 voltas de vantagem sobre a Alfa #23. A seguir cruzaram o Puma #38, o Snob’s #15 e o Elgar GT #12”

    Bem, como você deve ter observado algumas vezes a Auto Esporte informa as voltas, outras a kilometragem, e em outras ainda as voltas e a kilometragem, procurei ser o mais fiel na cópia.

    Embora dissesse que iria transcrever os textos das duas revistas, decidi transcrever apenas o relato da Auto Esporte, pois a Quatro Rodas, em matéria assinada pelo Sr. Júlio César, que conheci, aquele que aparece com uma cara meio chateada, roendo unhas nas duas fotos junto ao Cláudio Marzo e Oswaldo Loureiro no primeiro capítulo dos 1000 km, parece que naquela época, não sei se mudou agora, ainda possuía aquele velho e ultrapassado bairrismo, onde procurava desmerecer os cariocas e enaltecer os paulistanos, fez um texto onde, entre outras coisas, não citou em parte alguma que o GT 40 esteve em segundo lugar.


    Para você ter uma idéia o título da matéria dele foi assim: “Uma bandeira preta tirou a vitória de Piero Gancia, mas não intimidou o carioca Giu: ele a desobedeceu”.


    Só pra você ter uma idéia, a bandeira preta foi dada ao Heitor e não ao “Giu”. Como você deve ter observado dessa vez eu inseri nomes nas fotos, justamente porque pretendia homenagear o Sr. Domingues – autor do abastecimento por mangueiras - e o Cardoso “Neguinho”, esse último, por dois motivos:

    1 – Cardoso, “Neguinho”, foi uma pessoa folclórica dentro do automobilismo e há poucas fotos dele, muita gente conhece suas histórias, porém não sua imagem, e nessa corrida apareceram várias deles, mais uma vez, graças ao Waldir Braga, “Estrela”.

    2 – Porque iria justamente narrar esse fato da bandeira preta e ele está envolvido nesse fato.

    Em meio a tantas distorções dos fatos, há uma em que ele diz que o Lorena estava correndo sem o limpador de pára-brisa.

    Veja, eu havia te enviado uma foto e você a publicou onde aparece o Lorena entrando no boxe com o limpador citado aparecendo, o Antônio com uma chave de fenda na mão e eu pronto para entrar no carro pra ver se ele estava funcionando. Havia posto essa foto, porque iria, justamente narrar o fato do incidente com o limpador.

    Vendo essa foto só nos resta rir mesmo da narrativa dele.

    Poderia ficar aqui descrevendo um monte de inverdades ditas por ele e transcrevendo as verdades sobre os mesmos assuntos citadas na Auto Esporte, porém iria cansar todos aqui e estaria dando importância a quem, a meu ver, não merece.

    Quero deixar claro que assumo total e irrestrita responsabilidade pelo que acabei de falar, você, Guilherme, não tem nada com isso, ele se quiser que me processe, nem falei tudo que sei.

    A experiência dos anos nos ensina o quanto desagradável é um processo, audiências adiadas, enfim, todas aquelas aporrinhações, mas é revoltante ficar calado diante de tantas inverdades.

    E já que estou de bom humor, pelo motivo citado logo no início, vamos ao meu relato.

    Bem, felizmente, após a vinda do mecânico Antônio, ex-Dacon, pra nossa equipe, ele que conhecia muito bem o motor Porsche, só tivemos problemas com o motor uma vez, foi com o Karmann-Ghia Porsche foi nessa corrida:

    http://www.youtube.com/watch?v=j3-4x5ys_Ac

    Onde ele descobriu que o problema dele bater biela era um defeito na bomba de óleo. Foi a um bom torneiro, pediu pra fazer uma fresa nela e depois ele ficou bom.

    E depois nessa corrida:

    http://www.youtube.com/watch?v=Esvaz6oreIk

    Onde uma peça do trambulador de marchas quebrou, por sinal, esse mesmo defeito aconteceu com o Fitti-Porsche com Emerson guiando nas III Horas da Guanabara - Prova Jim Clark, o que lhe tirou da liderança também.

    A turma de mecânicos da Dacon, como Duílio, Darci, Amador, Antonio e Laerte é de se tirar o chapéu. Fica aqui minha reverência a esses mestres.

    Bem, o Lorena na mão do Antonio - apesar de não ter o motor entre-eixos - estava tinindo e deixou muito desses entre-eixos pra trás como se pode ver na primeira foto e na descrição da Auto Esporte.

    Acho que não exagerei quando, lá no site do Óbvio, numa parte da descrição da corrida do Lorena em Brasília disse: “Antonio eletricista já estava lá e na hora matou a charada do Lorena estar rateando: - era a bobina de ignição!!!! Trocou-a por outra e o motor Porsche 2.000 cc agradecido, voltou a mostrar porque é um dos orgulhos do povo alemão".

    Pois é, o motor tinindo aliado à calma, tranqüilidade e perícia do Heitor e do ‘Giu”, levaram o Lorena a mais essa bela apresentação.

    Gente, já falei demais, farei, portanto, pequeno resumo dos acontecimentos nessa corrida:

    1 – O sistema de abastecimento pelas mangueiras, já testado antes mesmo do treino oficial, funcionou perfeitamente, diminuindo nosso tempo de abastecimento.

    2 – Mais uma vez o fotógrafo Waldir Braga fez jus ao apelido de “Estrela”. Veja, repeti a foto do pátio interno dessa corrida, pois “Estrela’ fez a foto para mostrar o ambiente e não é que teve a sorte de fotografar o Puma 36 que se envolveu na batida com o “Moco”.


    Por falar nessa batida, na hora estava na parte de cima de nossos boxes, onde tínhamos uma visão ampla da pista, contudo nesse momento a maioria estava com os olhos voltados pra frente.

    Ouvimos aquele grito abafado da multidão, igual quando um jogador perde um gol num estádio: Huummm...

    Olhamos pra lá e vimos a P-33 danificada fora da pista, junto com o Puma.

    Descemos pra nos inteirarmos do motivo e nos disseram que o Puma abriu normalmente à direita pra fazer a tomada da curva Norte e não viu a Alfa P-33, que é bem baixinha, e que o “Moco” havia escolhido ultrapassá-lo por aquele lado.

    Lembro-me que houve uma tremenda confusão, o piloto vinha correndo e umas pessoas que perderam o juízo na hora, inclusive com barras de ferro na mão querendo bater nele.

    Ele apavorado entrou em uma Pick-Up ao lado de nosso box e fechou as portas. Como não havia tranca, a turma abriu a porta da direita, ele fugiu pela do outro lado e entrou em nossa Kombi.

    A cena já ia continuar quando meu pai disse: - Aqui não! Fiquem calmos!

    Nisso veio o Amadeu Girão e uns seguranças e acabaram com o tumulto.

    Na hora chegou-se a cogitar de nunca mais deixar um piloto recém formado em escola de pilotagem entrar direto numa corrida, do campeonato brasileiro, como essa. Confesso que concordei com a tese. Porém, depois ouvindo a explicação de quem viu o lance de perto, percebi que o rapaz não teve culpa, foi realmente um acidente, uma falta de sorte, pois normalmente numa ultrapassagem naquele lugar se costumava fazer por dentro, visto que a tomada à direita era normal pra quem estava com o carro na frente.

    3 – Nessa corrida Marivaldo Fernandes e José Carlos Pace se sagraram campeões brasileiros.

    Marivaldo já havia entrado como campeão, devido ter vencido as 3 primeiras corridas desse campeonato, possuindo 45 pontos. José Carlos Pace que não havia participado de uma das provas tinha 30 pontos. Somente Pedro Victor de Lamare que tinha 18 pontos poderia superá-lo, mas como esse também não terminou a corrida, “Moco” se sagrou campeão junto com Marivaldo.

    4 – Sobre o incidente com o limpador de pára-brisa do Lorena:

    Quando faltavam apenas 16 voltas para o término da corrida, apareceu uma pequena chuva. Um piloto e chefe de outra equipe que estava na disputa de alguns pontos no campeonato - diferente de nossa equipe que participou de poucas corridas dele nesse ano, nosso plano era participar de todas justamente depois da chegada do GT 40 – entrou com uma reclamação junto à Direção da Prova, alegando que o limpador do Lorena estava parado.


    O Diretor, então, sinalizou com a bandeira preta para Heitor entrar no boxe. Acontece que Heitor não viu a bandeira e seguiu seu trajeto normalmente.

    Alertamos umas pessoas de nossa equipe que correram pra trás dos boxes fazendo sinal pra ele entrar, embora os pingos de chuva tivessem parado.

    Enquanto isso bateu a dúvida em nós: será que o limpador não está funcionando ou Heitor se esqueceu qual é o botão? Visto que havia sido mostrado a ele, mas como era sua primeira corrida com o Lorena e nos dias que ele treinara não havia chovido.

    Será que ele ficou receoso de mexer em um botão errado e dar algum problema no carro que já há algumas voltas atrás liderava com voltas na frente do segundo colocado?

    Bem, de cara vimos que caso o botão não tivesse funcionando daria tempo mais que suficiente de quebrar o pára-brisa, retirar o vidro de trás e ele continuar na liderança.


    O mecânico Antonio, então, combinou comigo o seguinte: - Quando ele entrar no box, você que tem mais experiência com o Lorena, vai direto no botão, caso não esteja funcionando eu nem preciso quebrar o vidro, a diferença é tanta sobre o segundo lugar que dá pra mim tirar ele com a chave de fenda.

    Uma dessas fotos mostra exatamente esse momento, mais uma vez bingo para o “Estrela”!

    Perceba que não há mais chuva, o limpador está no lugar, o Antonio está com a chave de fenda na mão e eu preparado pra entrar no carro.


    Heitor parou, fui ver e o botão estava funcionando normalmente, ele sabia qual era, disse-nos que não ligou devido ter caído apenas poucos pingos e que no meio daquele monte de placas sinalizadoras de várias equipes não havia visto, realmente, a bandeira preta.

    Saiu novamente na liderança.

    Aí que entra o Cardoso, “Neguinho”.

    Ele sempre foi muito amigo do Heitor e ficou muito P da vida com o acontecido. Bradou: - Estão querendo ganhar no “tapetão”! Corrida se ganha na pista!


    Percebeu que exatamente o piloto e chefe de equipe que havia entrado oficialmente com a reclamação contra nós estava guiando de camisa com mangas curtas, sem macacão.

    Virou-se pra nós e disse: - Tenho quase certeza de que li no regulamento que não pode correr sem o macacão!

    Meu pai, chefe de equipe, também se lembrou disso. Pegou o regulamento, constatou essa cláusula e, em revide, entrou com recurso junto à Direção da Prova.

    Tanto que essa corrida acabou sub judice.

    A revista Auto Esporte logo no início da reportagem sobre essa corrida, fala mais ou menos assim:

    “No final o Lorena Porsche da equipe Colégio Arte e Instrução cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, pilotado por “Giu” e Heitor Peixoto de Castro, em merecida vitória na pista, que, no entanto, estava para ser julgada ao escrevermos esta matéria, em virtude do protesto apresentado pela equipe X, que, se obtiver sucesso, passará para o primeiro lugar”.

    Bem, o bom senso prevaleceu no julgamento e no final salvaram-se todos, ficando o resultado da pista.

    5 – Essa foi a corrida que mais público levou a esse autódromo até aquela data, só foi batido no ano seguinte no Torneio BUA.

    6 – Deixa eu falar um pouco sobre algumas curiosidades que encontrei procurando fotos dessa corrida:

    - Logo na foto seguinte a essa da entrada do Lorena pra verificar o funcionamento do limpador de pára-brisa, aparece o Cardoso dando seu show de alegria após a vitória.

    Nela também aparece um rapaz moreno de olhos verdes, assinalado com o nome de Joyce, ele era aluno de nosso colégio, modelo profissional, nessa época o Jornal Nacional era patrocinado pelo Banco Nacional. Era ele que aparecia com outra modelo, se não me falha a memória, a Valéria Monteiro, todas noites nos comerciais do Cartão Nacional, o banco do Guarda Chuva, os mais antigos lembraram?


    - Em outra foto aparece o representante do governador, na hora da legenda fui traído pela memória, era o representante do governador Negrão de Lima, ao invés de Chaga Freitas.

    - Ainda nessa foto aparece o Chefe de Trânsito da época, Celso Franco, fiz questão de homenageá-lo publicando a foto visto que ele adorava corridas, estava sempre no autódromo, tendo, inclusive, criado oficialmente corridas no autódromo com a rapaziada que fazia pegas na rua. Ele achava que agindo assim a turma matava a vontade de correr, e no autódromo era mais seguro, sobretudo por ter ambulância, bombeiros e todo os recursos necessários.

    De início a turma ficou meio cabreira, achando que era golpe dele para anotar as placas, e foram poucos, mas depois constataram que não era isso e a turma ia pra lá bem alegre.

    - Também nessa foto aparece o Nilo Lancetta. Ele e seu irmão Carlos Alberto Lancetta eram alunos e atletas de alta performance do nosso colégio. Participavam de nossa equipe de atletismo que concorria com o nome de Grêmio Arte e Instrução. Seu irmão, Carlos Alberto Lancetta foi preparador físico de vários times de futebol, inclusive da seleção brasileira, lembraram?

    O Nilo sempre foi apreciador de corridas de automóveis, se observarem novamente, com bastante atenção, no filme que deixei o link aqui sobre a quebra do trambulador do Lorena, verão ele do lado do carro lá na reta quando o Lorena estava parado.

    - Na foto em que aparecem a Eliana, esposa do “Giu”, ele, e a ex-esposa do Ricardo Achcar, havia me esquecido do nome dela, lembrei-me agora é Hermine.

    - Finalmente, nas últimas fotos da comemoração, não aparecem o Heitor e o “Giu”, provavelmente porque eles devem ter sido presenteados com as fotos, visto que procurei e não as achei.

    Bem, rapaziada, já escrevi muito, se quiser mais alguma informação é só escrever nos comentários que responderei.

    No próximo capítulo escreverei sobre a novela que foi o balanceamento do virabrequim do GT 40 e apresentarei fotos dele dessa mesma época em que ele ficou, por duas semanas, num stand da EXPOSITEC 70 e acabou sendo o stand mais visitado daquela exposição.

    No subseqüente quando ele recebeu a ilustre e agradável visita do Cantor Roberto Carlos em nossa casa, ele queria filmar com ele “ A 300 KM POR HORA”.

    Abraços a todos e até lá!

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  2. Sidney, emocionante!

    esse texto deu completo sentido às fotos, ficou parecendo foto novela, todos os episódios e personagens estavam nas fotos. Salve Estrela.

    Fico contente com o rastro do GT40 após ter sido vendido.

    Por onde anda esse Lorena em expecífico atualmente?

    As fotos da EXPOSITEC são belíssimas, vem coisa boa por aí pessoal!!

    Obrigado, grande abraço.

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  3. Reviravolta DNS 191 de maio de 2009 18:38

    Caro Sidney,

    Não se preocupe com o tamanho de suas narrativas (tenho certeza que os outros leitores irão concordar comigo), é sempre agradabilíssimo ler as historias da equipe Colégio Arte e Instrução, seja lá o tamanho que sejam , pela riqueza de detalhes.

    Vida longa para ti.

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