quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Chegou!

Peguei hoje a edição de número 44 da Revista classicshow.com.br/ Magazine. E... bem, aquilo mesmo.
Já era esperado uma matéria com os Studebaker. Veio nessa.
Certamente cumpriu seu papel junto ao grande público, visto que as matérias da Revista são apenas "pinceladas" sobre o assunto, estando longe de ser um material "completo" e definitivo. E, infelizmente também, sem nenhuma pesquisa de campo, apenas compilações de tudo o que já foi publicado e divulgado. Uma pena.
A impressão que me dá é que alguém senta em frente ao computador, traduz meia dúzia de sites americanos, mistura tudo, dá um "embromada" com análises de estilo, e pronto!
A mim, não agrada.
Falo dos Studebaker com uma certa propriedade, como se tivesse. Mas intimidade eu tenho, já que sou familiarizado com eles desde que me conheço por gente e dediquei à eles já muitas horas de estudo.
Mas vá lá...

O ponto forte da Revista muitas vezes são as fotos. Sobre os cincoenta, todos lamentamos não serem do acervo nacional. Cincoenta aqui tem um no Rio que pertencia ao Aurélio Affonso, ex-presidente da FBVA. Outro, um branco no mesmo modelo que apareceu nos anos 80, pode até ser o mesmo. Mas a própria revista se justifica. Além de tudo é mesmo um carro muito raro. Os "chilenos" por sua vez, não deixaram nada a desejar!

No caso do 51, embora o exemplar ser muito bem restaurado, senti falta de um Commander. Ao meu gosto, infinitamente mais bonito.
Não sei dizer se o azul bebê é de época, deve ser. Faltou nele o friso no pára-brisa, tudo bem, é mesmo difícil, falta no nosso aqui também. O painel em dois tons me parece uma falha. Studebaker era uma salada em se tratando dos enfeites, mas via de regra, esses enfeites sobre os paralamas eram dos Commander e as calotas que ele ostenta dos Land Cruiser, seriam então, acessórios nesse carro. Faltou dizer isso, haverá certamente alguém com um Champion sem esses enfeites e pensará que o seu carro está incompleto!
O "nariz frontal" aparece cromado, quando na verdade é uma peça em acrílico na cor prata e existe uma cinta na cor do carro que envolve o "bico" e esconde uma parte do cromado.
Outra coisa que fez falta na matéria é abranger o modelo 1952, mostrado nesse "Ensaio... ", que mesmo não tendo o "bico de avião" é a evolução do modelo e é ele na verdade quem encerra a série. Perdeu-se então a melhor oportunidade para abordar o assunto.
É mais ou menos isso.
guilhermedicin@hotmail.com

3 comentários:

  1. Guilherme, concordo inteiramente com você. Embora tenha se tornado - com muitos méritos - referência no Brasil, a revista não é agradável de ser lida, os textos são truncados e dão a nítida idéia de compilação. Sobre a matéria com os Studs, acho que faltou o Champion 48 do Ferreti que precedeu o Bullet-Nose.

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  2. Sim, a Revista precisa de uma guinada, está na UTI. Hoje ela não têm mais a desculpa de anos atrás, em que valia o improviso, a raça e vamos em frente fazer história no mercado editorial do Brasil. HOje eles são formadores de opinião e parecem não se ver como tal.
    Uns meses atrás eu escrevi sobre a pobreza dos textos da Classic Show e que isso era tarefa para um redator. Disse que o estilo deles - se é que existe um - é confuso, pobre e mal ilustrado. Quando eles tentam descrever o espírito de épocas passadas é que a coisa descamba muito; parece escrito por crianças! Aquela do casal de namorados na costa da Califórnia num Ford conversível me causou constrangimento.
    Curioso é que este meu post só teve uma resposta, a de um leitor visivelmente contrariado contra-argumentando que eu deveria é me preocupar com meus textos que tinham erros grosseiros também! Veja só! Eu me desculpei dizendo que, ora bolas, se eu fosse a revista em que ele trabalha (!) poderia contratar um redator. Ali no blog não dá!
    E eles vão sortear um Cadillac. Daqui a pouco vão vender lascas dos automóveis do Roberto Lee como amuleto apra qualquer enguiço. Tá esquisito ali.
    Para não falar ainda da Revista A Biela que se tornou mais um canal de publicidade da Editora que publica a Classic Show. Eu comprei a que têm um Rolls na capa, dourado, restaurado por ume empresa que na mesma revista o coloca à venda. Peralá, né! E cuidado com as fotos que têm ângulos daquele Rolls que não se mostra a quem vai comprar! Sei não, mas foi feito nas coxas e a revista endossa um negócio desses!

    Guilherme, eu acho que a revista erra quando não pede a pessoas como você, voluntariosas e altruístas, para que escrevam sobre o que mais sabem e gostam, no caso, carros antigos. Eles até poderiam economizar com o redator e, ainda, entregar ao ignorante aqui textos de mais qualidade e profundidade, que é o que a gente precisa, como cantavam os Titãs.

    Até por que esse negócio de copiar da internet é coisa do meu blog, onde se viu isso em revista!

    Abraço, Nik.

    http://carrosantigos.wordpress.com/

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  3. Luís, correto. Emora os modelos 47,48 e 49 mereçam uma abordagem exclusiva, faltou e referência nessa edição enquanto a 'completa" não vem.

    Nik, transferimos todas as nossas discussões para o seu blog.

    Até lá.

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